segunda-feira, 16 de abril de 2012

Merecer ou não merecer

Dois jogos importantes do meio da semana passada me chamaram a atenção. Um foi a vitória do Barcelona sobre o Milan nas quartas de final da liga dos campeões da Europa. O outro foi a vitória do Flamengo, em vão, na Taça Libertadores da América. O Barcelona venceu e se classificou, bem verdade que com algumas polemicas de arbitragem, já debatidas no último post . O Flamengo, a pesar de vencer, foi eliminado por não ter conseguido, na rodada fatal, resultados agregados que lhe colocassem em posição classificatória no seu grupo.
É quase unânime a opinião de que o Barcelona é um time melhor que o Milan, portanto merecia vencer o duelo. E também é senso quase comum que o Flamengo, por conta de sua incompetência durante a fase de grupos, não merecia se classificar. E minha proposta é que tentemos debater esse merecimento no futebol. O que é merecer ganhar?
Vamos imaginar outro cenário. Supor que, no jogo Barça x Milan, os pênaltis não tivessem sido marcados e o Milan tivesse se classificado. Será que o Milan teria merecido menos a vitória? No caso do Flamengo, supor que os resultados agregados tivessem vindo, classificando o rubro-negro carioca. Seria esta uma classificação injusta? Pouco merecida? Absurda?

FOI A GLOBOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!!
(Me desculpem, tentarei me conter…)

Antes da opinião, devo dizer que este Barcelona é o melhor time que eu já vi, portanto melhor que este Milan, e concordo que o Flamengo fez uma campanha absolutamente ridícula na libertadores. Mas se os resultados tivessem sido diferentes a ponto de classificar os dois rubro-negros, seriam classificações justas sim, merecidas também, porque não? Penso que merecer ganhar é simplesmente conseguir os resultados dentro das regras do jogo, de forma justa, honesta e, preferencialmente ( não necessariamente e muito menos obrigatoriamente) bonita.
Entendo que todos torçam para que o melhor ganhe ou que o pior não ganhe, mas não concordo com esse mérito da vitória só para o melhor. Futebol é feito gols, é essa a pontuação do jogo, é isso que mede méritos e deméritos. Se a vitória vier com espetáculo do vencedor melhor, mas se não for assim, devemos aplaudir da mesma forma.
Merecimento e torcida são coisas diferentes senhores, bem diferentes.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Combinado não sai caro

Minha opinião sobre as polêmicas decisões da arbitragem no jogo entre Milan e Barcelona desta semana



Em primeiro lugar, não houve pênalti em nenhum dos dois lances. 

Tratando-se de  futebol, nem sempre o melhor vence, vide Holanda na copa de 74, Brasil na copa de 98, Barcelona no campeonato mundial de 2006, entre outros.

Portanto, não é porque o Barcelona é (MUITO) melhor que a vitória foi justa. Eles foram ajudados pelas infelizes decisões da arbitragem. E, no futebol atual, no esporte de alto rendimento de forma geral, em que qualquer pequena decisão tomada faz enorme diferença, estes erros de arbitragem não podem ser relevados, não podem ser ignorados em prol da “justiça da bola”. Aliás, arbitragem é o maior problema (dentro do campo) do futebol atual, do futebol dos detalhes. Já passou da hora de ser revista. Mas isso é outro papo...

O Barcelona é melhor e foi melhor nos dois jogos. Mas fez gols, que é o que realmente importa, de forma irregular. E ponto.

Nenhum jogo deve ser decidido pela justiça. Ele deve ser decidido pelas regras. As regras sim devem ser aplicadas de forma justa e coerente PARA OS DOIS COMPETIDORES! E isso não foi feito.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Chico Buarque (estreando na Pauliceia) e Pelé

Eu precisava dividir isso com quem ainda tem o saco de me ler.
Eu precisava guardar isso pra mim, pra sempre!!!


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Por LUIZ GUILHERME PIVA

Num encontro entre os dois, o Chico Buarque perguntou ao Pelé se ele sonhava e com o quê ele sonhava. “Porque”, explicou Chico, “eu sempre sonhei em ser o Pelé!”.
A música nunca foi o forte do Rei, mas ele fez suas tentativas. O Chico talvez não jogue bem, mas usou muito o futebol nas letras de suas canções.
Há uma aproximação entre futebol, poesia e música.
Diz-se de um grande time que ele joga por música, de um grande jogador que ele é pura poesia, de um grande compositor que ele é um craque. Ou que bate um bolão.
Mesmo nas escalações dos grandes times, há uma métrica quase natural na sua escansão, formando versos que lembram frases melódicas.
Grandes meio-campos formam redondilhas – que são os versos de sete sílabas, imensamente predominantes na poesia, na música e mesmo na fala.
Piazza e Dirceu Lopes. Dudu e Ademir da Guia. Pintinho e Rivelino. Falcão e Carpeggiani. Andrade, Adílio e Zico. Dinho, Cerezo e Raí.
E os grandes ataques formam alexandrinos, que são os versos dodecassílabos, muito usados em sonetos. São considerados nobres e de difícil construção.
Garrincha, Didi, Pelé, Vavá e Zagallo. Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe. Jairzinho, Tostão, Pelé e Rivelino.
Mas há ainda o alexandrino clássico, considerado o mais difícil de ser construído, por suas regras restritivas.
Ele exige que a acentuação tônica recaia sobre a sexta e a décima-segunda sílabas.
Exige também que o final da primeira parte (seis sílabas), chamada de primeiro hemistíquio, ocorra em oxítona ou em vogal.
E exige que cada hemistíquio tenha seu sentido autônomo.
Pois bem. Há um ataque destes. Que atende a todas essas regras. E que, se existisse, talvez fosse de fato o melhor ataque da história do futebol brasileiro.
Mané, Didi, Pelé, Pagão e Canhoteiro.
Como nos três anteriores, Pelé está neste ataque alexandrino clássico.
E quem o escreveu, como letra de canção, foi o Chico Buarque.
Que, aliás, bate um bolão.

Fonte : http://blogdojuca.uol.com.br/2012/03/chico-buarque-estreando-na-pauliceia-e-pele/

terça-feira, 13 de março de 2012

Seja você!

É curioso como há pessoas que tomam atitudes que não as agrada, que as vezes não as convém, mas que são inconscientemente fundamentais para que se afirmem perante a sociedade, ao seu grupo, a sua tribo. Coisas do tipo padrão homem com h maiúsculo, que bebe demais, traça o maior numero de mulheres que conseguir, dirige agressivamente. Na verdade é agressivo na maioria das vezes. Padrão mulher: Recatada, sóbria, apaixonada pelo seu namorado que talvez ainda nem exista. Deixo claro que não considero nenhuma das hipóteses citadas como erros ou absurdos, só me incomoda ver que há pessoas tentando forçar estas e outras situações, personalidades, que simplesmente não cabem a elas, que não as são!
Talvez não seja culpa nossa. Fomos criados assim, boa parte da sociedade pensa assim e, de fato, é o caminho em que há menos embates, menos confrontos com as pessoas a nossa volta. Teremos a segurança de que não há ninguém falando sobre nós, nem pensando em nós, não seremos julgados, enfim, seremos vistos como normais. Melhor, seremos invisíveis! E o que me incomoda nisso tudo é que muitos deixam de ser eles mesmos pensando e agindo assim. Vivem atuando, se escondendo. Vivem para os outros. Na verdade vivem SÓ para os outros e esquecem de se agradar.
Talvez não seja fácil, e muita das vezes pode ser inconveniente, mas nos faz bem dizer um não quando não se quer, dizer um sim quando se quer, dizer que esta com medo quando ele de fato existe, perguntar quando não sabe. Há de se ter equilíbrio entre o fazer o que tem que ser feito e não fazer o que não queremos.
Só e preciso um pouco de coragem para uma primeira atitude, porque depois é certo que você não conseguira não ser você.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

E ai campeão?


Chega né? Chega de por empecilhos em tudo. Chega de inventar desculpas para você mesmo. Chega de acreditar que você não vai conseguir. Chega de culpar os pequenos problemas da vida. Todos nós temos. Todos! E os verdadeiros vencedores os administram junto com suas lutas.
É muito fácil falar que não tem tempo. Você não fica horas na internet? Cansado de não fazer nada? Você não dorme demais? Então. Aproveite seu tempo melhor! Foque nos seus objetivos! É possível fazer tudo isso e ter vida social. Obviamente sabendo que vida social não é ter ressaca duas vezes por semana...
            Tenha equilíbrio.
            O fundamental para nossas batalhas diárias é sair delas com a certeza de que você deu o seu melhor. Com a convicção de que aquele foi o seu limite. E se você tem alguma dúvida disso, pergunte aos melhores exemplos pessoais que te cercam como foi que eles conseguiram chegar aonde chegaram. E eles vão lhe contar que não basta tentar ser mais um.
            Saiba que não há caminho sem pedras, não há como ser perfeito. Não desanime no primeiro problema que surgir, na primeira derrota.
            Seja crítico com você mesmo, se cobre, discipline-se, não há outro meio de vencer.Ou você ainda acha que alguém vai fazer isso por você?
Não espere as oportunidades, faça com que elas te procurem! Elas só irão procurar quem as merece.
            E se tem alguma coisa errada mude, dê um jeito, tome outra atitude. Na maioria das vezes o problema é você, portanto se vire e resolva!
            Eu não falaria isso para qualquer um. Estou falando pra você porque sei que, como poucos, você faz a diferença. Falo isso porque sei que você irá resolver, sei que você vai conseguir, tenho convicção de que você é capaz!

Eu não perderia meu precioso tempo com qualquer um. Não mesmo.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Formação


A copinha passou, o Corinthians venceu (de novo!) e me veio em mente a formação de nosso atletas, as tão faladas categorias de base.
Penso que um clube de futebol não deva formar jogadores com o intuito de vendê-los. Claro que isso pode acontecer, a final de contas esses jovens atletas são investimentos do clube, mas estas negociações devem ser uma grata surpresa de uma receita baseada em cotas de TV, patrocínios bem planejados, projetos sócio-torcedor, ingressos, enfim com tudo que um grande clube/empresa deve fazer.
            O que deve ser focado é a formação dos jovens como cidadãos, como homens de bem, priorizando educação, fazendo com que o talento e as oportunidades levem aos campos os que se destacarem, e deixando muitas outras portas abertas para os que ficarem pelo caminho.
            Uma pena que isso não seja interesse de muita gente boa.
            Se é que os senhores me entendem...

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Malandros revoltados ou revoltados malandros?

Semana passada, aqui no Rio, houve um novo aumento na passagem dos ônibus. Algo em torno de 6,64 % para os intermunicipais e de 10% para os municipais. O reajuste pegou todos de surpresa e muitos cariocas ficaram indignados. As redes sociais ainda debatem o assunto, sempre criticando. E, de fato, um aumento de 10% de uma hora para outra num serviço simplesmente imprescindível para qualquer grande cidade é abusivo e, com certeza, prejudicará muita gente.
Mas,hoje, estou aqui para falar com quem, como sempre diz meu pai, só quer se adiantar! Antes, uma explicação e duas histórias.É fato que todos os estudantes cariocas da rede pública , devidamente munidos de seus vales eletrônicos, têm direito assegurado por lei de embarcar nos ônibus gratuitamente. Diferentemente de outros lugares, aonde o direito é o da meia-entrada, aqui ele têm passe livre.E, como já dizia o ditado, senhores, a oportunidade...
    Cansei de ver velhos barbados, com emprego que exige no mínimo o ensino médio completo, com camisa de escolas municipais para conseguir gratuidade nos coletivos. Já vi universitários usando da mesma prática. Há também o caso de funcionários de grandes empresas que inventam rotas trabalho-casa diferentes das que realmente fazem para que seu empregador lhe pague um valor de passagem acima do que, de fato, será gasto.
E o que me intriga é que estas mesmas pessoas agora reclamam o aumento abusivo das passagens. Essa exploração.
- “Isso é um absurdo!!”
Deixo claro que sou contra esse cartel absolutamente mafioso das empresas de ônibus, que manipulam como bem entendem um serviço básico à manutenção da cidade, como já citei inicialmente. Mas também peço àqueles que pegam carona na primeira oportunidade, aos “estudantes” de plantão, aos magnatas do Riocard, que ao menos gozem do seu esquema quietos. Compro a idéia de que ladrão que rouba ladrão merece os cem anos de perdão, mas daí a pedir reajuste do roubo? Ai já é demais...