domingo, 5 de agosto de 2018

Desistir?


E aí?

Cabeça tá a mil, cara, pra que isso?

Lá se vão quase 2 anos desde nosso último encontro.

Mudou alguma coisa? Não? Você não aprendeu nada?

DUVIDO!

Porque desistir agora? Depois de ANOS na luta! Depois do último ano terrível!

Você tem que entender de uma vez por todas que a sua luta não é maior do que a de ninguém.

Você não é especial.

Você é comum e não há nada de errado nisso!

Beleza, você tem uma rotina frango & batata doce & correr 14 Km + beber uma caixa de cerveja e 
fumar um maço de cigarro.

Você é estranho, cara.

Mas todo mundo é.

Todo mundo!

O que é que você quer?

O QUE É QUE VOCÊ QUER???????

Você tem todo o tempo do mundo pra ser feliz!

FELIZ PRA CARALHO!

Vá dentro da sua luta com raiva, com ódio, com todas as suas forças que te trouxeram até aqui.

Como todo mundo hein, seu babaca carente...

Lembra do nosso último encontro? Você me falou que triste é aquele que tem medo de perder!

Vamos parar de graça e começar a viver o que fala?

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Gracias


Me senti órfão duas vezes no futebol.

A primeira foi quando o Ronaldo se aposentou.

Eu realmente não conseguia acreditar que nunca mais eu veria o Ronaldo jogar futebol. Ele se machucava tanto, mas voltava tanto...

Estou com um sentimento muito parecido com a saída do Iniesta do Barça.

Eu não sou super fã do Iniesta. Gosto dele como qualquer um que gosta de futebol.

O ponto é que a saída dele do Barça me joga na cara que aquele time histórico dele, do Xavi e do Messi acabou. Por mais que eu (e muita gente boa, rs) ainda queira acreditar que não.

Um time que começou a jogar junto na base, movido por uma ideia que foi cultivada por 40 anos (!!), teve a felicidade de reunir um grupo de jogadores e um treinador que entendiam uma cultura, e que gostavam dela. 

E que não sabiam e não queriam jogar de outra forma. 

E as coisas foram acontecendo de forma a coroar a melhor geração de um clube de futebol que acabou sendo multicampeã, base de uma seleção campeã mundial como todo time histórico que se preze foi.

É surreal ver vídeos com o Piqué adolescente, junto do Fábregas e do Iniesta, na época que o Cruyff era treinador do Guardiola no time principal. 

E perceber que esses caras conseguiram reunir essa energia toda, ganhar tudo e encantar tanto!

Nossa!

E se o Messi fosse espanhol, hein? Puxa...

Sou muito grato de enxergar futebol como uma obra de arte, de ver beleza em cada movimento bem executado, e de me emocionar com o jogo e com histórias como essa, do Iniesta.

Fico muito feliz de perceber que a cada dia que passa, a cada lembrança, a cada aposentadoria, aquele turbilhão de emoções que foi o Barça do Xavi, do Messi e do Iniesta fica maior, fica cada vez mais gigantesco!

Parabéns, Don Andrés.

Saudades.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Neymar

E aí, ele está certo ou errado? 

Eu acredito que seja impossível julgar. 

Acho que dá pra avaliar, pois há claros aspectos positivos e negativos, especialmente os esportivos.

Positivos:

 Ele terá o time por ele. Será o protagonista que ainda não foi no futebol europeu, e isso pode ajuda-lo a fazer a melhor temporada da vida, principalmente com relação ao número de gols marcados.

- Jogará com vários companheiros de seleção. A um ano da copa!

- O campeonato francês não é tão competitivo, ok. O espanhol era? Algum além do inglês é (nos grandes centros europeus) ? Bom, sendo o Neymar dono do time, acredito que ele possa chegar ao número de gols indecente que chegam Messi e Ronaldo no espanhol.

- É possível que o fim da temporada pra ele seja mais tranquilo, pois o PSG pode sobrar na liga nacional. Se isso acontecer, ele poderá focar na Champions e na copa, o que aumentará as chances de conquista dos torneios e dos prêmios individuais.

Negativos:

- A Ligue 1 tem times, às vezes, bem ruins. Jogos até chatos. Esse aspecto que pode favorecê-lo a marcar mais gols tem um efeito colateral de evidenciar jogos possivelmente desinteressantes. Num mundo como o do futebol, totalmente voltado ao Marketing, isso pode ser um problema.

- A pressão pelas conquistas continentais será gigantesca. GIGANTESCA!

 Como jogador mais caro do time e tido como tecnicamente acima dos demais, ele será cobrado como líder. Lider que nunca foi. No Barcelona por não precisar ser, e na seleção por escolha própria. Mais pressão...


Há ainda toda a questão do fisco espanhol, que também incomoda Messi e Cristiano Ronaldo. Polêmico. Mas menos um problema para o Neymar.

      Pessoalmente, posso dizer que eu não queria vê-lo fora do Barcelona.

Confesso que é uma pena perceber que o trio MSN acabou. Vi alguns jogos memoráveis.

O talento do Messi e do Neymar juntos, contando com o suporte de um jogador fantástico, mesmo que menos criativo, como o Suarez, é algo para se guardar na memória.

Mas entendo que a decisão é pessoal, motivada pelo desafio, pelo dinheiro, seja o que for!

Problema dele.

Aliás, sobre a especulação de que ele é um mero mercenário, leia aqui.

Curioso é perceber quem ainda cobre amor nesse mundo corporativo do futebol.

E mais ainda é ver o Barcelona reclamar de falta de respeito, tendo o clube sido pundio há uns anos atrás por contratar menores de idade fora das regras da FIFA. 

Muito fácil falar. 

Oportuno, na verdade, pois boa parte da imprensa caça cliques e likes como um mero site de fofocas.

Para o Neymar, desejo o melhor, pois acredito que isso possa me proporcionar bom futebol.

Estamos entrando em temporada de copa do mundo.

E eu quero mais é que ele chegue voando!

terça-feira, 25 de julho de 2017

Vale a pena propor o jogo no Brasil?

Existem muitas maneiras de se jogar futebol.

De uns anos pra cá, há duas, digamos, mais famosas: o jogo de posição proposto pelo Barcelona do Guardiola e endeusado mundo afora (posse de bola, troca constante de posições, construção do jogo desde o goleiro, linha alta de marcação...) e um jogo mais reativo, de muita marcação de todo o time, pouca posse, em que um erro do adversário pode dar o contra ataque fatal. Desse último, temos como grandes exemplos a Inter de Milão de Mourinho e o Atlético de Madrid do Simeone.

O jogo proposto por Guardiola, extremamente ofensivo, requer um nível técnico do time absurdo, além de movimentos sincronizados desde a defesa, até o terço final do campo.

Os relatos são unânimes: é um estilo de jogo difícil de ser aprendido. Depende demais da qualidade técnica dos atletas. Pode demorar a funcionar.

Nosso país pentacampeão gosta de times que “joguem bonito”. Bola no pé, infiltrações, o passe mortal do camisa 10 infernal (eu também tenho saudades...) , a finalização do gênio.

Qualquer coisa diferente disso não agrada, haja visto a seleção de 94, que não tinha algo como uma média de 8 gols por jogo e, por isso, é até hoje rotulada como futebol feio (nem tinha como ser defensiva com Romário e Bebeto, mas isso é outro papo...).

Aliás, e obviamente, há algo pior: perder!

No Brasileirão deste ano, o Flamengo tem sofrido. Tem jogado mal, concordo. Mas é um time que fica com a bola, que tenta triangulações, que tenta não dar chutão. Tenta jogar, mas é um time em construção.

O estilo, GUARADAS AS DEVIDAS PROPORÇÕES, PELO AMOR DE DEUS, é mais para um “time do Guardiola” que um “time do Simeone”.

Vale a pena?

Porque pode demorar... Uma falha individual quebra o trabalho da semana. Uma cobertura errada, um erro de passe que expõe a defesa durante a transição. E aí acabou.

Talvez seja mais fácil colocar 9 caras atrás da linha da bola enquanto se defende, deixar três mais talentosos se virando no ataque e dar carrinho a torto e a direto pra chamar a torcida.

A impressão de que o time está “dando o sangue”, “correndo”, talvez seja mais interessante e possivelmente mais segura para o treinador.

Se só que importa é a vitória, seja como for, pra que inventar?

Veja, há propostas defensivas bastante elaboradas, e certamente o trabalho do Simeone e do Mourinho tem muito de aplicação tática e técnica. Não estou desmerecendo.

O Corinthians desse ano é um exemplo de time que joga com uma proposta mais reativa.

O que quero dizer é que jogar, digo, propor as jogadas o tempo todo, e não só esperar as do adversário, pode ser muito mais complexo.

Novamente: vale a pena?

Mais que isso, será que esse “resultadismo” não impede a evolução do nosso jogo?

Até que ponto o treinador conseguirá se manter firme nas suas ideias, mesmo que o time não consiga fazer o combinado, mesmo que os jogadores continuem falhando demais?

Até que ponto um dirigente consegue suportar a pressão dos maus resultados, torcida, patrocinadores... 

É mais fácil trocar o técnico, mesmo que não se possa garantir pelo que! Pelo menos se falará do time, a marca estará lá estampada.

Até que ponto é possível lidar com a perda de jogadores? 

Como não destruir um trabalho vendo três titulares irem para a China no meio da temporada?

É tudo muito difícil... Para quem torce, para quem comanda o futebol, para que joga (ou tenta).

Eu posso ter a esperança de ver um trabalho terminado no brasileirão?

Vale a pena tentar propor o jogo por aqui?


segunda-feira, 17 de julho de 2017

God save the king

E Roger Federer é campeão.

De novo.

O 8º título do tenista suíço na grama sagrada de Winbledon, aos 35 anos, após tantas incertezas dadas pelas lesões, nos refresca a memória óbvia: estamos vivendo o melhor tenista de todos os tempos, um gênio do esporte.

Eu sempre tive afinidade por tênis. Acompanho, digamos, de média distância. Mas sempre fico entretido. Estou de férias esses dias, e curtir o torneio quase que completo foi um privilégio. 

O dinamismo das jogadas, a imprevisibilidade dos saques, do jogo em si, que tem na duração de cada partida o tempo que merecem. 

A elegância do silêncio antes de cada ponto, cada reinício.

Após o fim da partida, na entrevista aos jornalistas, Federer foi perguntado por Natalie Gedra, da ESPN Brasil, se tinha a consciência do quanto representava para o esporte no mundo. Ele disse que não sabe realmente. E deu uma explicação prática, coisa de gente que não precisa de mais nada além de seu talento para chamar a atenção.

Numa era tão “marquetizada”, tão planejada, onde tudo passa por assessores de imprensa, onde cada palavra é medida de forma a promover jogadores, jogos, políticos, bem como eventos... 

No mundo do Instagram, do Facebook, em que as pessoas se importam muito mais em como sairá a foto do que propriamente com a paisagem, Federer destoa. Desconversa sobre o tamanho da sua obra.

Ensina também fora das quadras.

Só tenho a agradecer.

Vida longa ao rei!

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Admirável mundo novo

O segredo é trabalhar duro mesmo?

Porque é o que se fala...

Sejam os bodybuilders ou os empreendedores (rs).

O momento político e econômico que vivemos não permite erros. 

Carreiras se definem por detalhes. 

A geração que foi criada pelos vitoriosos do improviso não exatamente está tendo os resultados que previa.

E aí?

Há saída?

Bom, há histórias.

Discursos inspiradores!

O que é segurança?

Tanta coisa pra falar...

Mas vamos voltar ao trabalho.

Duro.

Diário.

Que dá errado. Muito errado.

Tem uma frase do Mike Tyson que eu adoro, dita num contexto total e exclusivo do seu esporte, mas que é mais:

“Todo mundo tem um plano até tomar um soco”

Cada vez que um osso se quebra ele, uma vez calcificado, fica mais forte.

Cada desafio perdido é uma marca de ensinamento.

Triste aquele que tem medo de perder.

Trabalhe pelo desafio.

Pelo percurso.

Trabalhe por amor.

Trabalhe!

Sim!

Duro!

Não valorize o que está por chegar.

Já chegou!

Viver também passa por entender que a vida não é feita só de socos, mas que cada um deles também vale a pena.

Vale o privilégio de competir, lutar, perder e ganhar.

Portanto agradeça!


Seja lá a quem for...

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Egoístas!

Há poucos dias tivemos a notícia de que o atacante Diego Costa, do Atlético de Madrid, tem o desejo de se naturalizar espanhol. Mais do que isso, o técnico Vicente Del Bosque gostaria muito de trabalhar com ele na sua seleção. Diego chegou a jogar pelo Brasil este ano.

Penso que ele acredite não ter chances com nossa camisa amarela (será?), e não pretenda, a qualquer custo, deixar de mostrar seu bom momento numa copa do mundo que está cada vez mais perto.

Logo na nossa copa.

Será que o Diego Costa não sentiu nada quando ouviu a torcida cantar o hino na final da copa das confederações, no maracanã?

Será que ele já pensou que pode enfrentar o Brasil em algum momento, e terá que ouvir seu hino natal , tendo que tomar a decisão de cantar ou não?

Se isso se tornar banal como parece, pra que termos disputas entre equipes cujas divisões são dadas por países?

Acho muito egoísmo um sujeito colocar uma bandeira no peito, que não seja a sua, por conta de um interesse pessoal.

Acho oportuno, no pior dos sentidos, uma confederação convidar alguém que não seja de seu país para defender suas cores.

Estão pegando todo senso nobre de competitividade, de esporte, e jogando no lixo.

E, mesmo sabendo, e discordando, que o futebol seja tratado como sendo só um negócio, não vejo sentido nenhum em toda a propaganda da FIFA a favor do Fair Play.


É muito teatro cara, na boa...

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Condicionar

Independente da formação, todos nós já nos deparamos com problemas lógicos, de ciências exatas, matemáticos, físicos.

De uma forma geral, o mecanismo para solucionar estes exercícios consiste na organização de ideias, aplicação de conceitos e, claro, de todo raciocínio lógico aguçado ate aquele momento.

Em outras áreas o método segue essa cartilha básica: adquirir o conceito, testá-lo em diferentes situações para, depois, debatê-lo, seja em provas, em mesas redondas, em conversas informais.

O que eu quero extrair dessa introdução é o fato de ser impossível resolver alguma questão sem que se conheça o assunto. Sem os conceitos que devem ser aplicados, sem a base, não se resolve quase nada.  

Não e possível que se tenha debate, discussão, sem informação.
Ao menos não deveria ser.

Muito bem.


Partindo dessa lógica, me pergunto como que um sujeito consegue emitir opiniões, se revoltar, se ofender, diante de fatos e ideias que ele absolutamente desconhece?

 E, pior, como é possível ele tomar partido de pessoas, de grupos, de movimentos, de blocos, cujas lideranças, cujo passado, cuja bandeira este mesmo sujeito segue sem conhecer?

Que ânsia é essa de querer participar? Que medo e esse de ficar fora do grupo, fora do eixo comum?

Sou eu que sou desconfiado demais?

Às vezes tenho a impressão de que se for feita uma propaganda, em grande escala, a respeito dos grandes benefícios de se comer cocô, vai ter muita gente boa fazendo questão de seguir à risca, sem ao menos procurar alguém capacitado para pedir uma opinião, sem se informar a respeito de nada, sem ser minimamente crítico com um absurdo desse tamanho.


É por essas e outras que eu, cada vez mais, sou fã do silêncio. 

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Domingo

Eu tinha uns 14,15 anos, não sei precisar. Recebi um convite. Um sujeito baixinho, gordinho, conhecido da minha mãe, me viu com minha camisa do flamengo, jogando futebol numa praça perto de onde eu morava. Era uma sexta feira, antevéspera de um flamengo x vasco, jogo do meio do campeonato Brasileiro. O cara me olhou e disse: “e ai flamenguista, vai no jogo domingo? Se quiser eu te dou um ingresso, você vai comigo!”  Fiquei radiante com a ideia de poder ver meu flamengo, ainda mais no Maracanã!

Convite feito, aceito, e lá fui eu e meu mais novo melhor amigo de todos os tempos de toda a minha vida, para o jogo. Ele me falou que era diretor do flamengo, diretor da coca-cola, sei lá o que ele me disse, porque no meio de toda a conversa fiquei sabendo que ia para o túnel que dá acesso ao gramado, e que talvez eu entrasse no campo.

Eu já não falo muito. Pelo menos não falava, e quem me conhece sabe.

Agora pensem no momento da notícia.

Isso mesmo, uma estátua.

Chegamos ao estádio, conversas feitas, mãos apertadas, lá estava eu.

Ainda mudo.

Mudo e no meio do elenco do flamengo se aquecendo. Seu Luís, o amigo da minha mãe, me apresentou como sobrinho dele. Todo mundo veio me cumprimentar! O técnico era o Osvaldo de Oliveira, e o Edilson ainda estava lá, já pentacampeão do mundo. Todos foram muito simpáticos comigo, e eu já esboçava um “e ai, tudo bem?”.

Elenco alinhado pra entrar no gramado, lá fui eu, como cogitado e esperado (deu tudo certo!)
Fui para o meio do Maracanã. Olhei para a grama, tirei um pedacinho dela e coloquei no bolso. Dei uma olhada com calma, 360°, naquele gigante de concreto. O estádio não estava lotado, mas foi lindo ver a torcida de lá de dentro, do meio do palco do espetáculo.

O jogo começou e eu fui para a arquibancada. Pude ver a vitória de 2 x 1 do Flamengo. Voltei ao túnel de acesso, todos continuaram me cumprimentando, me chamando de pé-quente...

Eu não conseguia acreditar!

Depois de algumas horas fui para casa, com uma das melhores lembranças da minha vida.

E não posso deixar de dizer que o melhor palco para isso tudo tinha que ser o Maracanã.

Eu não me importo dele estar diferente, modernizado, “europeu”. Não me importo dele se chamar arena. Quando eu estiver saltando do metrô, lendo o nome da estação maracanã, eu vou me emocionar. Quando eu vir o gramado, ouvir o canto da torcida, eu vou esquecer que agora a rede não deixa a bola morrer no fundo dela. Vou continuar me segurando pra não chorar.

Quando eu estiver a caminho do meu jogo de futebol, vou querer torcer, vou querer vibrar, acima de tudo, ver um bom futebol.

Se você acha mesmo que mataram o maracanã, devo dizer que você matou o que tinha dentro de você sobre o maracanã!

Uma pena.

Eu desejo toda a sorte do mundo ao nosso novo velho estádio!


Tenho certeza que ele vai continuar sendo o melhor palco para o maior espetáculo da terra.

E esse gol?

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Via de mão dupla


Via de mão dupla

Humanos são egoístas por natureza. Vaidosos, tem ego inflado, adoram ser paparicados e odeiam receber ordens. Às vezes é difícil aceitar que somos assim. Todos.
E, mesmo com tudo isso em comum, cada um tem seu jeito de lidar com estes impulsos, com esta natureza. Tem gente que adora se exibir, tem gente que gosta e finge que não gosta.
Mas, fato, todos nós gostamos de tirar uma onda. Uns demonstram e outros não.

Muita gente se esconde atrás do silêncio. E talvez seja uma boa alternativa.
Porque é aquilo, somos animais e, como tal, temos impulsos que podem ser perigosos. Impulsos que podem magoar.
Podemos tomar atitudes que magoam alguém, pior, que mudam sua maneira de lidar com seus impulsos, com a sua natureza própria.
Porque pra cada sujeito marrento, autosuficiente, que só quer se adiantar, existirão mais uns dez que, no íntimo da alma, confiam em todo mundo, devolveriam o troco errado, dariam o lugar no ônibus para o velhinho, enfim, fariam o possível pela paz do momento, pela decisão mais bondosa, mais nobre.
Provavelmente essa conta de dez bonzinhos pra um malando não bata porque existem muitos bonzinhos corrompidos. Muitos mesmo!
Talvez a maioria de nós, ou essa maioria que faz tanta diferença para o mal, seja formada por bonzinhos corrompidos.

E é intrigante saber que o trilho, a rodovia que leva todas essas boas e más intenções é formada pelas palavras. Logo elas, que me encantam tanto...
Porque é uma pena saber que as melhores palavras estão sendo usadas pra defender os piores valores. Ou para alimentar nossos piores instintos.
É curioso saber que os melhores valores são passados com exemplos, logo sem as palavras.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Posições


A pelada estava por começar.

Os times, ou os grupos, divididos.

Adversários uniformizados, chuteira, meião,  conversa ao pé do ouvido.

Técnica, tática, capitão, craque.

Posições definidas.

Posições?

Uniforme?

E agora, como lidar?

Todo mundo sem camisa.

Já é alguma coisa.

E, bom, cada um faz o que bem entender...

E os gols acontecem.

Contra!

“ TÁ ERRAAAAAADOOOOOOOOOOOOOOOO!”

O estivador e o pedreiro foram para a zaga.

Os office boys para as laterais

O pugilista foi para o ataque

E o meio campo?

Só sobraram dois sujeitos, Sócrates e Platão.

Falavam demais, coisas difíceis, diferentes, criavam!

Pensavam!

Será?

Deu certo!

Muito certo!

Deu liga, virou time!

O melhor time de todos!

Até que os meias se aposentaram.

E foram substituídos.

Por gente que , se lá, nem sei pra que tem cabeça.

Porque não foram pra zaga, pro ataque?

Até a grama do meio campo morreu

De saudade.

Uma pena...

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

O melhor do esporte


Semana passada tivemos a trágica notícia de que houve uma morte num estádio de futebol. Mais precisamente no primeiro jogo do Corinthians na libertadores de 2013, fora de casa, contra o San José, clube boliviano da cidade de Oruro.  Um menino de 14 anos, de nome Kevin, foi atingido por um sinalizador marítimo, que atinge 100 metros em cerca de três segundos (!!!), acertando-lhe a cabeça. Tiro, infelizmente, fatal.
É difícil prever ou acreditar em alguma versão das que estão sendo ventiladas, muito por conta dos fatos ainda não apurados. Confesso que é mais difícil ainda confiar na conveniente versão oficial, de que um menor não tenha sido hábil o suficiente com o artefato, a ponto de atirá-lo contra a torcida boliviana. Fato é que o sujeito era brasileiro, parte integrante da torcida organizada do Corinthians presente no estádio. Vejam vocês, torcidas organizadas...
Eu me pergunto até quando os clubes darão voz e vez a esse tipo de gente. Que RECEBE DINHEIRO para (teoricamente) torcer, incentivar, cantar, impor respeito aos adversários, e confunde tudo isso com combater um inimigo, lutar numa guerra até, se preciso a morte.  Até quando teremos fiscalização branda na porta dos nossos estádios? Até quando a Copa Libertadores será o torneio dos gramados ruins, das altitudes desumanas para esporte de alto rendimento, dos ambientes propositalmente hostis aos visitantes? Tem gente que defende esse “tempero da libertadores”, é inacreditável!
A guerra econômica, dos egos, de poder, chega ao triste ponto de desvirtuar o melhor que o esporte pode passar, que são valores de disciplina, de dedicação, de organização. Porque quando uma criança se compromete com uma simples aula de judô, inicialmente como forma de lazer, e começa a cumprir horários de treinos, rotina de exercícios físicos, começa a aprender a competir, sempre querendo ganhar, claro, mas se acostumando com o natural sentimento da derrota, ela está fazendo esporte.  Da melhor e única maneira que ele deveria ser feito. Porque esporte é isso!

E é esse o sentido, essa essência do esporte que deve ser mantida, que deve ser lembrada.

Esses são sinônimos de esporte que eu vou acreditar e defender para sempre. 

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

O craque e o gênio


No inicio deste mês, a FIFA, em sua festa anual de gala, entregou vários prêmios, entre eles o de melhor jogador do mundo. E, mais uma vez, na verdade pela quarta vez seguida, quem venceu foi Lionel Messi. E, mais uma vez, quem ficou com a prata foi Cristiano Ronaldo.

A deliciosa dúvida, que já dura bem uns 5 anos, se reacende. Afinal, quem é melhor? Ronaldo ou Messi?

Sobre o luso, não há como negar que é um fenômeno. Foi o craque do Manchester de Ferguson em 2008, o que não é pouco. Uma peça muito importante no Real de Mourinho e em sua seleção nacional. O caminhão de gols que marca a favor dos merengues fala por si só. E são gols de todas as maneiras: de falta, de cabeça, perna esquerda, perna direita... Têm velocidade e técnica inacreditáveis, o homem é uma máquina! Além de tudo isso, e o que mais me chama a atenção, é sua personalidade. Simplesmente não aceita derrota, não aceita segundo lugar, não quer nem saber de não ser o melhor. 

Mas a disputa é com Messi. Com o genial Lionel Messi.

Dia desses estive pensando sobre o que pode caracterizar os gênios da bola. O que me chama a atenção para considerar alguém não apenas craque, mas genial.
O gênio, na verdade, não me parece pensar. O gênio nasce sabendo. O sujeito genial age por instinto. Precisa de muito pouco incentivo para se mostrar muito melhor do que a maioria de nós. Além disso, ele simplifica as coisas. Deixa uma fajuta impressão de como é fácil fazer o que ele faz.

Isso tudo eu enxergava no Ronaldo e no Zidane. É isso que eu enxergo em Lionel Messi. Sabe exatamente o que deve fazer em campo. Com a bola ou sem ela. E, vejam, não digo que ele não erra. Ninguém é perfeito. Mas eu não o vejo tomando a decisão errada quase nunca. Ele toca quando deve tocar, dribla quando vale a pena driblar, chuta quando o melhor é chutar. E, para pavor dos críticos de plantão, até na seleção Argentina ele está jogando bem!

Desnecessário dizer que os requisitos para gênio são pura e simplesmente opinião minha, fruto de observações feitas por este apaixonado por futebol.

Sobre meus personagens de hoje, agradeço a quem quer que me abençoe por me dar a oportunidade de ver o melhor dos dois.

E torço, de verdade, para que o debate não acabe nunca.

Independente do craque ou do gênio em questão.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Agradecimento

Por Erik Lorenço
-----------------------------------------------------


Por favor, leiam até o final! É um texto simples, bem rápido de ler e que não vão se arrepender de ler. Quem puder me ajudar a divulgar agradeço!

Gratidão,
s. f.
1. Reconhecimento (por bem que se nos fez).
2. O ser grato.

Pois bem, 2012 foi um ano extremamente turbulento/difícil/agitado/conturbado. Um ano de muitas mudanças e de uma perda gigantesca, apesar do tamanho. Após uma noite muito mal dormida acordo com a pior noticia, que já recebi até hj. A morte de uma pessoa MUITO amada, MUITO querida, MUITO muita coisa para mim. É algo imutável, inacreditável, inexplicável, imensurável, inaqualquermerda...

Foi, e é, mt difícil ainda. Tenho td muito vivo ainda em minha memória! Desde como começou aquele dia, mt diferente, até a frieza e racionalidade, que não sabia que me era tão peculiar em tais momentos.

Muitos imaginam o que senti, mas poucos, muito poucos, realmente sabem o que senti. Apesar de não parecer mt sou bem reservado/introspectivo com relação a alguns assuntos. 

Naturalmente já observo muita coisa, neste momento então. Pude perceber a solidariedade/compaixão do ser humano, mesmo com algumas ou muitas diferenças são solidários a um momento como esse. Talvez porque se coloquem no lugar da pessoa. Não sei! 

UM MULTIRÃO!!! Apenas para dar um abraço, dizer um: “tamo junto” ou apenas um olhar onde eram ditas muitas coisas.

Caminhou-se um pouco mais e o ano se findando e quase mais um baque. Muita luta, muita união mas este conseguiu ser solucionado. Mas um susto!!!

A todas essas pessoas próximas, não tão próximas, muito próximas e irmãos que gostaria de agradecer. Este texto foi feito para todos vocês que de uma forma ou de outra estiveram “presentes” em todos estes momentos de qualquer forma (sms, facebook, ao vivo etc). Que serviram de apoio, me seguraram, me jogaram pra cima, me ouviram, choraram comigo ou por mim, que se preocuparam de uma forma geral.

Talvez, é talvez, eu não saiba expressar esse sentimento que tenho, por isso o motivo do texto. Gostaria que chegasse ao maior numero de pessoas possíveis pois é algo bem singelo, mas de coração e que pra mim tem muita valia. 

Alguns conseguem enxergar o meu carinho/ gratidão no meu sorriso característico (=D), no meu abraço aconchegante e no meu olhar de admiração. Outros não.
E pela sinceridade que tenho digo: “MUITO OBRIGADO por estarem do meu lado neste momento tão difícil!”

É algo simples, bem simples msm o que estou fazendo, mas que sei que entenderam o quanto significaram pra mim nisto td!

"..Eu sei que lá no céu ela tem vaidade
e orgulho..."

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

O todo Corinthians (e um aviso)


Foi bonito de se ver, deu gosto de verdade. O Corinthians foi campeão do mundo contra o bom grupo de jogadores do Chelsea, que não passou nem perto das bênçãos que recebeu na ultima Champions. Mais importante que a fenomenal vitória foi a forma como ela veio. O clube do parque São Jorge venceu com muita personalidade, venceu do seu modo, como também venceu a Libertadores deste mesmo 2012. Propôs o jogo o tempo todo, foi intenso em cada minuto. Claro que teve a pitada do acaso, vide a inacreditável defesa do Cássio no chute do Cahil. Mas, enfim, quem vive sem ela senhores, quem pode viver sem ela?
E o multicampeão Corinthians tem uma particularidade pouco comum aos grandes times de futebol: não tem um protagonista. Ninguém do time destoa demais, carrega o time nas costas. Não há nenhuma peça da qual passamos o jogo todo esperando algo. O mais importante é, de fato, o todo, o time, o coletivo. Talvez por isso que o torcedor possa se sentir ainda mais responsável pelo sucesso do time, possa se sentir dividindo as responsabilidades e alegrias das vitórias, possa dizer que de fato forma o 12° jogador que tem feito tanta diferença. A fiel torcida Corintiana fez jus ao nome. Invadiu o Japão e fez um Pacaembu do outro lado do mundo! Simplesmente para não duvidar da fé de ninguém, pelo amor...
O forte apoio do estado, que tem como pilares a preferência da principal emissora do pais e, agora, patrocínio de um banco público, nos remetem a equipes vitoriosas como o Real Madrid de Franco, pentacampeão europeu na década de 50, e a Itália de Mussolini, bicampeã mundial na década de 30. Estejamos atentos para que a nosso futebol continue democrático.
De todo modo, Tite, seus comandados e principalmente a torcida Corintiana merecem todos os parabéns! 

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Segregação


De ontem para hoje, fomos brindados com duas novidades, digamos em um primeiro momento, polêmicas do nosso governo federal. Uma delas é decisão tomada, que diz que, já a partir deste ano, teremos cotas de vagas nas universidades públicas federais, que chegarão ao inacreditável número de 50% em 2016. A outra trata de um pacote de ações afirmativas que têm intuito de criar cotas para negros no serviço público. Mais detalhes aqui e aqui.
Duas novidades que me levam a pensar tanta coisa que nem sei por onde começar.
Antes de mais nada, o fato: o governo afirma que negros/ pardos/ indígenas não tem as mesmas condições de concorrer a um lugar ao sol, ao Jardim do Éden que são as universidades públicas e o funcionalismo público. OK. Concordo que para pessoas carentes (vejam bem, CARENTES), fica muito difícil disputar com quem tem mais condições de se preparar. Mas não há como concordar que a melhor maneira para corrigir esta terrível injustiça seja obrigar, impor ditatorialmente a presença destas mesmas pessoas despreparadas no ensino superior/ nos cargos federais públicos.
Não se surpreendam se, daqui a alguns anos, nossa graduação pública se apresentar falida, muito por conta do não aproveitamento dos melhores alunos nos seus concursos. Muito por conta da fuga dos nossos melhores professores, inconformados com o nível em decadência, ladeira abaixo, de seus alunos. Não será surpresa se, num futuro não tão distante, tivermos nosso 3° grau público equiparado, em qualidade, as nossas escolas estaduais e municipais de nível médio e fundamental, aprovadoras automáticas, geradoras de diplomas hipócritas há um bom tempo.
Porque o mais importante num curso, seja ele qual for, são os alunos. Os melhores alunos. Vocês acham que a USP ser a melhor universidade do Brasil e ter o vestibular mais difícil é mera coincidência?
Como citei acima, certamente a falta de oportunidades aos mais carentes é um problema, mas penso que a melhor solução seja investir na educação de base, fortalecer o ensino fundamental e médio, valorizar nossos professores, guerreiros que merecem ser lembrados muito mais que só um dia.
Alunos bem preparados, motivados, com força de vontade, formarão uma geração que não terá problemas com vestibular, com concursos, com o que for.
Formarão uma geração que pense, que critique. Que coisa rara, meu Deus...
Nunca é demais lembrar que estudar é bom. Que se esforçar faz parte. Que nosso atual presidente do STF não precisou da ajuda de cotas.
Por fim, não posso deixar de pedir que todos nós estejamos atentos a um governo que, além de comprovadamente corrupto, se mostra populista e manipulador, fazendo questão da que todos estejam presos às suas rédeas.

Mas a democracia há de resistir.

sábado, 8 de setembro de 2012

Cadê minha seleção?


As vaias à nossa seleção representam muita coisa. Muito mais do que a avaliação de um jogo.

Sobre o time, ou melhor, o grupo de jogadores que têm se reunido para nos representar, não acho que o trabalho está sendo mal-feito, não acho que há algo de muito diferente a se fazer, não acho o Neymar pipoqueiro. A única coisa que sinto falta de verdade é de um cara mais experiente junto do nosso ataque. Já defendi algumas vezes que Kaka, em forma, seria um grande nome, um atleta experiente para dar equilíbrio ao grupo muito jovem de bons jogadores que nós temos. Mas as coisas não tem dado certo no seu clube, uma pena. Portanto, o que está sendo feito em relação à criação/manutenção da equipe é o possível. Não há o que revolucionar.
Sobre como a seleção é vista aos nossos olhos é, este sim, um ponto que há tempos chama minha atenção. Um jogo do nosso selecionado é uma prova cruel, em que somos os professores mais carrascos possíveis, que se colocam numa confortável posição de criticar duramente o insucesso, ou simplesmente ficam sem contra argumentos a uma vitória mais do que obrigatória.
Dai eu dizer que as vaias no jogo de ontem representam mais o do que simplesmente uma avaliação negativa da partida. Traduzem a falta de carinho da nossa torcida. Não há pesar na derrota, e sim um esperado e irônico conformismo. Não há grande alegria na vitória.
Futebol sempre foi uma válvula de escape para nós, motivo de orgulho de sermos brasileiros. Numa nação que ainda não tem uma identidade definida, futebol era nossa ideia comum, nosso exemplo de quanto podemos ser vencedores, do quanto podemos ser imbatíveis. Mas conseguiram tirar esse sentimento de nós.
Porque a partir do momento que vemos nosso campeonato enfraquecido por clubes mais ricos, quando vemos ligas mais organizadas levando nossos craques aos vinte anos de idade, inevitavelmente nos distanciamos dos nossos times. Quando se torna comum sabermos de noticias de escândalos envolvendo organização de copa do mundo, amistosos da seleção, quase tudo que envolve a CBF, fica difícil de continuarmos a ter orgulho. E esse processo de descrédito com nós, torcedores, vem de muito tempo, coisa de mais de 20 anos (coincidência?).  
Quando paramos para ver o jogo do nosso selecionado, já fomos alimentados por muita coisa ruim. Já há preconceitos formados, enraizados em nós.
Ontem, foram traduzidos em vaias.
E, se a coisa continuar no ritmo que está, há de chegar o dia que nossa seleção entrará em campo sob vaias.
Não duvidem. As sementes estão sendo muito bem plantadas.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Sobre Neymar


As semifinais da libertadores passaram, o Corinthians, do seu modo, ganhou do Santos, e enfrentará o Boca, que chega de novo a uma final continental.

Sobre a semifinal brasileira, minha torcida era pelo Santos. Por ter um futebol que me agrada mais, por ter encantado muitas vezes de dois, três anos pra cá, por ter Neymar.

E é sobre ele que quero escrever.

Não acho que ele esteja cansado ou desmotivado, como muita gente boa defendeu. Não parece ser seu estilo.

O que ele já cansou é de mostrar que é craque, decisivo, daqueles de meter medo no time adversário.

E é fato que pode melhorar.

No Brasil, os desafios estão acabando. Resta a ele o título Brasileiro que o time do Santos tem todo potencial pra ganhar.

Portanto defendo que, ao final da temporada que segue, ele vá se lapidar na europa, contra os melhores, pra que chegue em 2014 simplesmente conhecendo tudo e todos, para que chegue mais forte do que já é.

E, não duvidem senhores, isso é completamente possível.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Acabou


Que o Ronaldinho sairia mal do Flamengo era provável. Muito por ele, haja visto o que houve no Grêmio e no Paris Saint-Germain, e muito também pelo que o Flamengo sempre foi. Todos errados, descumprindo acordos. Quem tinha que jogar bola não jogou. Quem tinha que pagar não pagou.
Mas ontem, quando foi anunciada a saída do dentuço, tive um misto de sentimentos. Claro, pensei criticamente sobre o clube, que é inacreditavelmente mal administrado. Pensei mal sobre o Ronaldo e o irmão, que são mercenários ao extremo. Mas, além disso, fiquei muito triste por ter a certeza que o Ronaldinho acabou.
Por mais que parecesse impossível, sempre fica a esperança que ele vai voltar a jogar, que ele vai ser 30% do que já foi.

Cara, é o Ronaldinho Gaúcho!!

Ele foi o jogador mais espetacular que eu vi. Não foi o melhor. Mas foi o mais espetacular, certamente.
Fez jogadas inacreditáveis, de circo, de propaganda, tudo no campo, tudo valendo! Talvez ele tenha protagonizado os momentos mais emocionantes que eu vi no futebol, como os aplausos que recebeu em pleno Santiago Bernabéu, o gol de falta na copa de 2002. A homenagem que ele recebeu do Barcelona, já como atleta do Milan, em pleno Camp Nou. Aquele memorável jogo contra o Santos na Vila, jogo que me motivou a escrever sobre futebol. Também participou da conquista do penta, da copa das confederações de 2005 (melhor seleção que eu vi), torneios aonde não brilhou tanto, mas marcou presença.

E eu vou sentir muita falta desse Ronaldinho. Uma pena que ele tenha se matado para o futebol.

Ao menos, espero que, de uma vez por todas, se discrimine o sujeito que não cumpre com suas obrigações, que é irresponsável, que justifica um erro com outro. Por mais que se tenha talento, é preciso respeitar regras, cumprir deveres, trabalhar, fazer o que deve ser feito. Isso é o mínimo! 

Não tirar o melhor do dom que Deus nos dá é um pecado mortal.
Uma ingratidão.

domingo, 20 de maio de 2012

Competição desleal


Eles, certamente, eram o time menos temido das semifinais. Técnico novo demais, esquema velho demais, os protagonistas de sempre. Tudo para continuar dando errado, como há quatro anos.

Será?

Não. Desta vez deu tudo certo. Tudo impressionantemente a favor.

O campeonato começou a ficar com a cara do Chelsea quando o Messi perdeu aquele pênalti. Mais do que um ferrolho bem armado, jogadas de bola parada e contra ataques eficientes, eles estavam encantados, abençoados, com sorte, chamem do que quiser. Sorte que fez Messi não ser tão Messi por dois jogos, que fez Robben perder pênalti, que fez um Ramires gelado e decisivo pra fazer um golaço de cobertura em pleno Camp Nou. Sorte que fez um Drogba mais guerreiro do que nunca, que fez questão que ele não saísse vilão, mesmo ele fazendo dois pênaltis nos dois jogos finais.

Vocês devem lembrar que, na semifinal, o Barcelona perdeu um caminhão de gols em Londres, e outros tantos em Barcelona. Sobre a final, só o Mario Gomez perdeu uns três.

O jogo poderia se estender por horas, dias, não teria jeito. Na hora agá, eles resolveriam tudo. O futebol deles não é o mais bonito, não tem os craques das propagandas, fez questão de só  se defender, antifutebol mesmo, com a cara e a coragem! Mas eles estavam abençoados.

E quem pode contra a sorte? Como competir contra a sorte? Aliás, como viver sem ela?
Como diria Nelson Rodrigues, sem sorte não se pode nem chupar um picolé!

A Champions deste ano estava predestinada a ficar em Londres, a ser azul!
Portanto parabéns ao Chelsea! O Campeonato ficou com quem tinha que ficar.